— Isto foi… Bom. — Ele diz com insegurança e eu tenho vontade de rir.
— Meu Deus, Gu, você é tão puritano! — Respondo, me virando de lado para olhar para ele.
— Eu não!
— Claro que é! Você não quer nem admitir que o sexo foi realmente bom só porque ele foi feito “sem amor”. — Retruco, olhando-o seriamente. Ele se vira de lado também e coloca a mão na minha cintura.
— Eu só acho que sexo com amor é bom.
— Sexo sempre é bom. — Abro um sorriso malicioso e ele revira os olhos.
— Sexo com amor é melhor.
— Por que? Há tantas outras combinações: Sexo e desejo. Sexo e paixão. Sexo e vingança. Sexo e ódio. Sexo e ganância. Sexo e ambição. Sexo e dinheiro. Sexo e carência. Sexo e carinnho. Sexo e trabalho. Sexo e amizade.
— Ok, ok… Pode parar por aí. — Murmurou, olhando no fundo dos meus olhos. — Me desculpe. O sexo foi bom. — Admitiu, me fazendo dar um sorriso vencedor. — Mas quando você faz sexo com alguém que você ama… É tudo diferente, entende? O prazer se torna maior, a felicidade é plena, o amor transborda os movimentos. Eu não sei… É mais intenso, mais apaixonado, mais desesperado e, consequentemente, melhor.
— Então você não é um puritano e sim um romântico sem salvação.
— Exatamente. — Disse, me puxando para perto de seu corpo e entrelaçando suas pernas com as minhas.
— Então por que você continua fazendo sexo comigo? — Pergunto, abraçando o seu torso.
— É bom tentar coisas diferentes. — Sussurra, beijando o meu queixo. — E eu gosto de você.
Dou risada e mordo o seu lábio inferior.
— Que bom porque eu gosto de você também.
— Hm… Talvez nós devêssemos tentar de novo pra ver se desta vez eu admito mais facilmente o quanto foi bom. — Diz enquanto eu sinto o seu peso vagarosamente em cima de mim e suas mãos apertando a minha cintura.
— E qual vai ser a mistura desta vez? Sexo e amizade novamente? — Pergunto, cravando as unhas em suas costas e entrelaçando as minhas pernas na sua cintura.
— Vamos tentar o amor desta vez… — Respondeu, mordendo o meu lábio e abrindo um sorriso de canto.